A Organização Mundial da Saúde afirma que atualmente cerca de 60% da população mundial está acima do peso, e essa porcentagem está aumentando a cada ano. Sabe por que?

 

Alguns dos fatores que justificam o crescimento desse número, por exemplo, são o hábito de comer fast food, alimentos processados e o consumo exagerado de açúcares e farinhas refinadas. Pessoas com problema de obesidade passam a vida tentando todo o tipo de dieta de moda, alguns chegam ao extremo de apelar para a gastroplastia, ou cirurgia bariátrica, como é mais conhecida. Um procedimento arriscado e perigoso, mas resultado rápido quando se trata de perder peso. O que essas pessoas não percebem é que tudo que fizerem, torna-se inútil se eles não mudam sua mentalidade. Assim, quando o assunto é Cirurgia Bariátrica, a grande polêmica poderia ser, parafraseando Hamlet, “fazer ou não fazer, eis a questão”

 

O lado não tão bom assim

 

Esta é uma questão bem controversa, pois mesmo entre a classe médica, nem todos os profissionais são favoráveis de usar essa estratégia para ajudar seus pacientes com sobrepeso. A Cirurgia deveria ser a última opção e apenas em casos de obesidade mórbida, onde há o real risco de vida por falta de mobilidade, por exemplo, mas infelizmente algumas pessoas recorreram a esta estratégia como uma maneira rápida de resolver um velho problema, mesmo quando não há tanto peso assim a se eliminar

A Cirurgia bariátrica pode ser uma excelente, ou talvez, a única maneira de ajudar as pessoas que sofrem com obesidade mórbida, no entanto, é um procedimento invasivo, perigoso e arriscado. Além disso, apresenta um período de recuperação delicada. No geral, a imunidade do paciente cai muito e faz-se necessário o uso  de vários tipos de medicamentos como vitaminas e suplementos por um longo período para evitar reações indesejáveis, o surgimento de doenças oportunistas e também para manter a sua saúde forte e resistente. No primeiro mês após a cirurgia, as pessoas podem comer uma quantidade mínima de alimentos e há muitos tipos de alimentos que não são permitidos em nenhum quantidade, pois o estômago não tem capacidade para digeri-los. Em resumo, a cirurgia faz com que a pessoa perca peso, mas o preço pago é bem alto.

 

A obesidade e sua saúde

 

A obesidade é uma doença que vem crescendo e atingindo cada vez mais pessoas. É uma questão de saúde pública. Um fato curioso é que a maioria das pessoas com esse tipo de desalinhamento de peso são subnutridas. Assim, é possível afirmar que o problema não é sobre a quantidade de alimento que a pessoa come; É sim sobre a qualidade deste alimento. É também sobre a forma como as pessoas encaram a alimentação em suas mentes.

 

Duas histórias, dois finais diferentes

 

Observe estes dois exemplos de pessoas que precisavam perder peso.

Primeiro, Kelly, 47 anos, peso atual 69 quilos, mas ela já teve o dobro disso. Acredita? Ela estava muito triste e preocupada porque a sua saúde já estava ficando comprometida. Então, ela começou e se manteve participando de um programa de emagrecimento por um ano. O nome do é do “Comedores Anônimos, cujo o lema é: “Você não está mais sozinho! Não importa qual seja o seu problema com os alimentos – comedor compulsivo, vício em alimentos, anorexia, bulimia, compulsão alimentar ou excesso de exercícios físicos –  nós temos uma solução” Esta instituição ajuda um muitas pessoas com distúrbios alimentares. Eles fazem um tipo de coaching (treinamento) mental com os participantes, e eles ensinam como lidar com alimentos, e como fazer boas escolhas alimentares e na vida. As pessoas aprende a dar à comida o valor que ela realmente tem. Durante o programa, Kelly pode dividir seu problema com outras pessoas que sofriam a mesma dor que ela. Ao final,  ela alcançou seu peso desejado, mas acima dela, ela aprendeu de uma vez por todas,  a maneira correta de lidar com o alimento em sua mente, consequentemente, seu corpo também mudou.

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Por outro lado, Carlos, 50 anos, já chegou a pesar 160 quilos, quando decidiu se submeter a cirurgia bariátrica. Ele sofreu com algumas complicações e desconfortos após o procedimento, mas conseguiu perder todo o peso que queria. Dois anos mais tarde, ele retornou aos antigos hábitos incorretos e acabou recuperando quase todo o peso que eliminou após a cirurgia, e voltou a ficar com sobrepeso novamente. Atualmente, ele ainda luta com seu velho problema de peso, e está tentando encontrar ao seu peso ideal através de dietas e exercícios físicos. Em resumo, a cirurgia mudou apenas o seu corpo e não sua mentalidade.

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O segredo está na sua mente

 

Observando estes dois exemplos, é possível afirmar que, na grande maioria dos casos, quando as pessoas realmente querem algo, são capazes de obtê-lo, mas para isso, esse desejo de mudanças deve ser verdadeiro e vir do mais profundo do coração. Nos dois casos mostrados, as pessoas perderam o peso que queriam. A diferença entre eles está na parte do corpo que foi transformada

Nós somos o resultado das nossas escolhas e para que os resultados destas escolhas sejam permanentes, as mudanças devem vir de dentro para fora!